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Pé rachado do goiano: descubra as verdadeiras causas e como tratar de forma eficaz

  • Foto do escritor: Dra. Kellen Chechinato
    Dra. Kellen Chechinato
  • 1 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

O apelido de “pé rachado” é quase um sinônimo do goiano. Em Goiás, é comum ouvir essa expressão porque, durante boa parte do ano, o clima é extremamente seco, favorecendo o ressecamento da pele e, em especial, dos pés. No entanto, o problema vai além da falta de umidade: nem sempre as rachaduras têm origem apenas no clima. Outras condições podem estar por trás desse incômodo que afeta tanto a saúde quanto a estética.


Neste artigo, vamos explorar as verdadeiras causas do pé rachado, o que deve ser investigado no diagnóstico e como é possível tratar e prevenir esse problema de forma eficiente.


Por que o pé rachado é tão comum em Goiás


Durante os meses de seca, a umidade relativa do ar cai drasticamente em Goiás. Esse ressecamento prolongado afeta a pele, principalmente nas áreas que sofrem maior atrito e pressão, como os pés. O resultado é a perda da elasticidade natural da pele, levando à formação de fissuras, descamações e, em casos mais graves, rachaduras dolorosas.


Mas atribuir o pé rachado apenas ao tempo seco é um equívoco. Muitas vezes, ele é apenas a ponta do iceberg de outros problemas dermatológicos que precisam de avaliação profissional.


O pé rachado, comum em regiões secas como Goiás, nem sempre é causado apenas pelo ressecamento. Saiba identificar as causas, como fungos ou psoríase, e descubra dicas eficazes de tratamento e prevenção.

Diagnóstico diferencial: nem sempre é ressecamento


Ao observar rachaduras nos pés, é importante considerar outras causas além do ressecamento. Entre elas, destacam-se:


  • Fungos (micose plantar): infecções fúngicas podem causar descamação, coceira e rachaduras, principalmente entre os dedos e na sola.

  • Psoríase: doença inflamatória crônica que provoca espessamento da pele, placas esbranquiçadas e fissuras.

  • Dermatite de contato: reação a substâncias presentes em calçados ou meias pode causar inflamação e ressecamento.

  • Eczema crônico: doenças de pele que comprometem a barreira cutânea tornam a região mais frágil e suscetível a fissuras.


Por isso, antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental procurar um dermatologista para um diagnóstico preciso. O exame clínico pode diferenciar se a causa é apenas o clima seco ou se existe alguma condição de pele que exige tratamento específico.


O papel da ureia no tratamento do pé rachado


A ureia é um dos ativos mais indicados para o cuidado dos pés ressecados e com rachaduras. Porém, o efeito desse composto varia de acordo com a concentração utilizada:


  • Até 10%: age como hidratante, ajudando a manter a pele macia e a reter água.

  • Acima de 10%: passa a ter ação queratolítica, ou seja, ajuda a amolecer e afinar a camada espessa da pele, facilitando a remoção da crosta que se forma nos pés rachados.


No entanto, é importante entender que a ureia só funciona bem em ambiente úmido. Isso significa que o momento ideal para aplicá-la é logo após o banho, quando a pele ainda está úmida. Esse hábito potencializa o efeito do creme e promove uma hidratação mais profunda.


Dicas práticas para potencializar o tratamento


Alguns cuidados simples podem ajudar a intensificar o efeito do tratamento e evitar a progressão das rachaduras:


  1. Aplique hidratantes logo após o banho: aproveite a umidade da pele para garantir melhor absorção.

  2. Prefira cremes com ureia, lactato de amônio ou glicerina: são ativos que retêm água e restauram a barreira cutânea.

  3. Use calçados adequados: sapatos muito abertos aumentam o atrito e favorecem o ressecamento.

  4. Evite lixar excessivamente os pés: embora alivie a aparência no curto prazo, pode estimular a pele a engrossar ainda mais.

  5. Hidrate-se bem: ingerir água regularmente ajuda a manter a pele menos suscetível ao ressecamento.

  6. Procure atendimento médico em casos persistentes: fissuras profundas, dolorosas ou com sinais de infecção precisam de avaliação dermatológica.


Quando procurar o dermatologista


Muitas pessoas convivem com o pé rachado por anos, tratando apenas com hidratantes sem buscar uma avaliação médica. No entanto, é importante ficar atento a sinais de alerta:


  • Rachaduras que não melhoram com hidratação regular

  • Fissuras dolorosas que dificultam caminhar

  • Presença de coceira, vermelhidão ou descamação intensa

  • Indícios de infecção, como pus ou mau cheiro


Nesses casos, o dermatologista poderá identificar a causa exata e indicar o tratamento adequado, que pode incluir antifúngicos, pomadas anti-inflamatórias ou medicamentos específicos.


O famoso pé rachado do goiano é, de fato, um reflexo do clima seco prolongado da região. Porém, não deve ser visto apenas como consequência da falta de hidratação. Fungos, psoríase e outras doenças dermatológicas podem estar por trás do problema e precisam ser investigadas.


A boa notícia é que existem tratamentos eficazes, como o uso de ureia em concentrações adequadas, além de hábitos simples que potencializam a hidratação. O segredo está em identificar corretamente a causa e agir de forma direcionada.


Se os seus pés estão constantemente ressecados, com rachaduras que não cicatrizam, procure um dermatologista. O diagnóstico correto e o tratamento adequado fazem toda a diferença para devolver conforto e saúde aos seus pés.

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